Fotos dos Fortes de Salvador

Forte de São Pedro

Forte de São Pedro

Forte de São Pedro

Forte de São Pedro

Forte de São Pedro

Forte de São Pedro

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Forte de São Pedro

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de Santa Maria

Forte de Santa Maria

Forte de Santa Maria

Forte de Santa Maria

Forte de Santa Maria

Forte de Santa Maria

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

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Published in: on junho 30, 2009 at 3:00 am  Deixe um comentário  
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Forte de Santa Maria

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Forte de Santa Maria localiza-se ao largo da praia do Porto da Barra, no bairro da Barra, primitivo porto da cidade de Salvador, no litoral do Estado da Bahia, no Brasil.

Os séculos XVII e XVIII

Erguido a partir de 1614 com risco do engenheiro-mor e dirigente das obras de fortificação do Brasil, Francisco de Frias da Mesquita (1603-1634). Constituiu um comando unificado, entre1624 e 1694, juntamente com o Forte de Santo Antônio da Barra e o Forte de São Diogo, com os quais cruzava fogos na defesa da barra do porto da Vila Velha, local de desembarque do primeiro donatário da Capitania (Francisco Pereira Coutinho, 1536), do primeiro governador-geral (Tomé de Sousa, 1549) e da primeira das Invasões holandesas do Brasil (Johan van Dorth, 1624). À época desta última, era comandante das três praças Paulo Coelho de Vasconcelos (SOUZA, 1983:170).

Após a reconquista portuguesa de Salvador, essa primitiva estrutura do forte foi reformada entre 1625 e 1627. Esse triângulo defensivo, rechaçou, nos meses de abril e maio de 1638, o assalto das forças neerlandesas sob o comando do Conde Maurício de Nassau (1604-1679).

A atual estrutura, em alvenaria de pedra e cal, remonta a 1696, por iniciativa do Governador Geral João de Lencastre (1694-1702), com desenho atribuído ao Engenheiro José Pais Esteves, de influência arquitetônica italiana (SOUZA, 1983:170-171). De acordo com iconografia de José Antônio Caldas (Planta, e fachada do forte de Santa Maria. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), apresenta planta na forma de umpolígono heptagonal, com quatro ângulos salientes e três reentrantes e parapeitos à barbeta. Sobre o terrapleno ergue-se edificação de dois pavimentos abrigando as dependências de serviço (Casa de ComandoQuartel da Tropa e outras), e abaixo dela, a Casa da Pólvora, recoberta por abóbada de berço.

Encontra-se representado numa iconografia de Carlos Julião, sob o nome de 8. Forte de S. Maria (Elevaçam e fasada que mostra em prospeto pela marinha, a cidade de Salvador, Bahia de todos os Santos, 1779. Gabinete de Estudos Arqueológicos de Engenharia Militar, Lisboa), ilustrada com os desenhos de trajes típicos femininos.

BARRETTO (1958) informa que estava guarnecido por um Capitão e dois soldados artilheiros, e artilhado com seis peças de ferro (uma de calibre 24 libras, duas de 18, uma de 12 e duas de 8) (op. cit., p. 191).

O século XIX

O Forte.

Em 1809 estava artilhado com dezoito peças, três das quais imprestáveis, assim como a fortificação (SOUZA, 1885:92). Acredita-se que o autor tenha se baseado no “Parecer sobre a fortificação da Capital“, do Brigadeiro José Gonçalves Leão, presidente da Junta encarregada pelo Governador da Bahia, em 1809, de propôr as obras necessárias para a defesa da península e do recôncavo (in: ACCIOLI. Memórias Históricas da Bahia. Vol. VI. p. 179 e segs). GARRIDO (1940) segue a informação de SOUZA (1885), porém considerando o ano como 1808 (op. cit., p. 86).

Ocupado pelos revoltosos durante a Sabinada (1837-1838), ao abandoná-lo os rebeldes levaram doze de suas peças para combater as tropas imperiais em outras partes de Salvador. Após o conflito, foi desarmado.

No contexto da Questão Christie (1862-1865), o “Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia” ao Presidente da Província, datado de 3 de agosto de 1863, dá-o como reparado, citando:

(…) É de figura irregular, tendo a figura de um hectogono com o perímetro de 514 palmos, do qual os dois lados da entrada e partes dos adjacentes, na extensão de 200 palmos são ocupados pelos quartéis e mais acomodações do pessoal e material do Forte.

Monta 8 peças do calibre 24 e outras tantas canhoneiras existentes, e tem banquetas próprias ao emprego da infantaria.

Está convenientemente reparado, sendo somente de notar que não existem plataformas, pelo que os reparos assentam sobre o mesmo solo do terrapleno, o qual, não sendo calçado com lajedos, e embora apresente uma superficie unida e regular, não oferece contudo ao jogo do reparo a necessária resistência, e nem na declividade da superfície o conveniente modificador do recuo: entretanto este Forte está bom, e pode prestar os serviços que seus recursos permitem.” (ROHAN, 1896:51, 57)

Do século XX aos nossos dias

No contexto da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), em 1915 encontrava-se em ruínas, conservando quatorze peças, inúteis (GARRIDO, 1914:86). De propriedade da União, o imóvel foi tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a partir de 1938. Passou para a administração do Ministério da Marinha a partir do ano seguinte, abrigando o Serviço Hidrográfico daquela arma, sendo utilizada atualmente como residência oficial do Comandante de Sinalização Náutica do Leste.

Fonte: wikipedia.com

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Published in: on junho 30, 2009 at 2:30 am  Deixe um comentário  
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Forte do Monte Serrat

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Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat localiza-se em posição dominante na ponta de Monte Serrat, limite Norte da cidade de Salvador à época do Brasil Colônia, atual rua da Boa Viagem, no litoral do estado da Bahia, no Brasil.

O atual forte

O Governador Geral João de Lencastre (1694-1702), fez reedificar o primitivo fortim, emalvenaria de pedra e cal, com planta do Engenheiro florentino Baccio di Filicaya (GARRIDO, 1940:94). Os trabalhos só foram concluídos, entretanto, em 1742, sob o governo do Vice-rei D. André de Melo e Castro (1735-1749).

De acordo com iconografia de José Antônio Caldas (Planta e prospeto do forte de N. Srª de Monserrate. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764.Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), a sua estrutura apresentava planta no formato de um polígono hexagonal irregular, com parapeitos à barbeta e, nos vértices, guaritas circulares recobertas por cúpulas. No terrapleno, pelo lado do portão de acesso, observa-se uma edificação de dois pavimentos, abrigando as dependências de serviço (Casa de Comando,Quartel da TropaCasa da Palamenta, e outras), e a cisterna. Originalmente o seu acesso se dava por uma ponte levadiça entre a rampa e o terrapleno, e o Corpo da Guarda tinha, no pavimento térreo, dois quartéis flanqueando a entrada.

Também se encontra representado em uma iconografia de Carlos Julião, sob o nome de 1. Monserrate (Elevaçam e fasada que mostra em prospeto pela marinha, a cidade de Salvador, Bahia de todos os Santos, 1779. Gabinete de Estudos Arqueológicos de Engenharia Militar, Lisboa), ilustrada com os desenhos de trajes típicos femininos.

O século XIX

SOUZA (1885), reporta que em 1809 estava artilhado com nove peças (op. cit., p. 95). Acredita-se que esse autor tenha se baseado no “Parecer sobre a fortificação da Capital“, do Brigadeiro José Gonçalves Leão, presidente da Junta encarregada pelo Governador da Bahia, naquele ano, de propor as obras necessárias para a defesa da península e do recôncavo (in: ACCIOLI. Memórias Históricas da Bahia. Vol. VI.p. 179 e segs.). BARRETTO (1958) discrimina essa artilharia como sendo oito peças de calibre 18 libras e uma de 12 (op. cit., p. 177).

Durante a Sabinada (1837-1838), foi ocupado pelos revoltosos, que empregaram, para esse fim, o paquete Brasília, que fizeram artilhar com duas peças. Em resposta, a Marinha Imperial enviou uma força de sessenta fuzileiros navais, em quatro lanchas da fragata Imperial Marinheiro, que tentaram desembarcar na praia de Boa Viagem, a 13 de março de 1838, sendo repelidos por intenso fogo de artilharia e de fuzis. No dia seguinte, o forte sofreu um bloqueio naval pela própria Imperial Marinheiro, pela corveta Regeneração e pelo brigue Três de Maio. Ao mesmo tempo, por terra, um destacamento do Exército Brasileiro completou o cerco da posição, que, sob o fogo cruzado legalista, se entregou.

Foi visitado em 1859 pelo Imperador D. Pedro II (1840-1889), que registrou em seu diário de viagem:

28 de Outubro – (…) Daí [do Lazareto] fui ao forte de Monserrate que jaz abandonado, tendo se picado a inscrição que existia sobre o portão. Tem bela vista e o Przewodowski, que mora perto, disse que ninguém morreu ainda aí de febre amarela ou de cólera.” (PEDRO II, 2003:161)

No contexto da Questão Christie (1862-1865), o “Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia” ao Presidente da Província, datado de 3 de agosto de 1863, dá-o como reparado, citando:

(…) Sua configuração é a dum hexágono com o desenvolvimento de 485 palmos, à barbeta e montando atualmente seis peças de calibre 18.

Está bem conservada, limpa e tem as acomodações precisas para o material e pessoal.

Deve-se pois considerar este Forte em estado de prestar os serviços que lhe são próprios; sendo somente de notar que não esteja armado com artilharia de maior calibre, como convém à sua posição e distância relativa aos outros fortes.” (ROHAN, 1896:51, 60-61)

SOUZA (1885) computa-lhe três peças, desmontadas, com os parapeitos das muralhas em bom estado, à época (1885) (op. cit., p. 95).

Do século XX aos nossos dias

O forte sofreu reparos em 1883 e, à época da Primeira Guerra Mundial, em 1915, bem como trabalhos de restauração pelo Ministério da Guerra em 1926, executados por solicitação do então governador do Estado da Bahia, Francisco Marques de Góis Calmon (1924-1928), que lhe preservaram as características originais (GARRIDO, 1940:94).

O sítio histórico de Monte Serrat / Boa Viagem (igreja e forte) encontra-se tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1957. De acordo com BARRETTO (1958), as instalações do forte eram ocupadas, à época, pelo SRMB da 6ª Região Militar (op. cit., p. 177). Nadécada de 1980 sediou a Seção Bahia da Liga de Amadores Brasileiros de Rádio-Emissão (SOUZA, 1983:169).

Administrado pela 6ª Região Militar do Exército brasileiro e restaurado, desde 1993 abriga o Museu da Armaria, expondo ao público diversas armas de fogo, incusive canhões. A sua guarnição apresenta-se trajada com o uniforme histórico do 1º Regimento de Infantaria da Bahia, dentro do projeto de revitalização das Fortalezas Históricas de Salvador, da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com o Exército.

Published in: on junho 30, 2009 at 1:24 am  Deixe um comentário  
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Forte de Santo Antônio da Barra – Farol da Barra

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Forte de Santo Antonio da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra localiza-se na ponta do Padrão (atual Largo do Farol da Barra), em Salvador, estado da Bahia, no Brasil.

No local, que domina a entrada da barra de Salvador, diante do qual Gonçalo Coelho teria fundeado, aquele navegador fez erguer um padrão de posse para a Coroa Portuguesa, a 1 de novembro de 1501: conforme o calendário católico então adotado, era dia de (Dia de Todos-os-Santos).

Antecedentes

A primeira estrutura no local, para defesa da barra do porto da então capital da Colônia, foi erguida durante o Governo Geral de Manuel Telles Barreto (1583-1587) (BARRETTO, 1958:170). Provavelmente de faxina e terra, foi reconstruída em alvenaria de pedra e cal, a partir de 1596 durante o Governo Geral de D. Francisco de Sousa (1591-1602), com plantaatribuída ao Engenheiro-mor de Portugal, o cremonense Leonardo Torriani (1560-1628), no formato de um polígono octogonal regular.

As invasões holandesas

No contexto das Invasões holandesas do Brasil foi ocupado pelos neerlandeses na ofensiva de 1624 sem oferecer resistência, no dia 9 de maio. Foi reconquistado por tropas luso-castelhanas no ano seguinte, que nele concentraram o foco do contra-ataque, até à chegada da esquadra de D. Fadrique de Toledo Osório. Desse modo, foi ao abrigo do fogo da artilharia do Forte da Barra, que quatro mil homens desembarcaram para a retomada de Salvador, de onde expulsaram os invasores a 30 de abril.

Em 1626, um arquiteto francês projetou-lhe a forma de um polígono hexagonal, com dez metros de lado (SOUZA, 1983:171), o que se acredita não tenha se materializado, uma vez que se encontra figurado por João Teixeira Albernaz, o velho (Baía de Todos os Santos,1631. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro), ainda como um polígono octogonal, mas artilhado com apenas três peças pelo lado do mar. O acesso, pelo lado de terra, alcançava as dependências de serviço, no terrapleno, flanqueadas por dois baluartes circulares.

O farol da Barra

Após o naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento, capitânia da frota da Companhia Geral de Comércio do Brasil, num banco de areia frente à foz do rio Vermelho, a 5 de maiode 1668, o forte foi reedificado a partir de 1696, durante o Governo Geral de João de Lencastre (1694-1702), quando recebeu um farol – um torreão quadrangular encimado por uma lanterna de bronze envidraçada, alimentada a óleo de baleia -, o primeiro do Brasil e o mais antigo do Continente (1698), quando passou a ser chamado de Vigia da Barra ou deFarol da Barra.

O capitão Santo Antônio de Lisboa

Em 1705 o Senado da Câmara de Salvador solicitou ao Governador-geral D. Rodrigo da Costa (1702-1705), que Santo Antônio de Lisboa sentasse praça nesta fortificação, no posto de Capitão (BARRETTO, 1958:170-171). A proposta foi aceite, tendo o Governador-geral expedito ordem, a 16 de Julho do mesmo ano, ao Provedor-mor da Fazenda Real doEstado do Brasil, para que o santo assentasse praça no posto de Capitão-intertenido, com o soldo sendo pago ao síndico do Convento de São Francisco, o que foi aprovado pela Coroa por Alvará de 7 de Abril de 1707. Posteriormente, pelos Decretos de 13 de Setembro de 1810 e de 25 de Novembro de 1814, o soberano promoveu o santo aos postos de Major e de Tenente-coronel, respectivamente.

O século XVIII

O forte apresentava ruína em 1752 e sofreu reformas em 1756 (SOUZA, 1983:171). BARRETTO (1958) dá-o como guarnecido por um Capitão comandante, um Sargento artilheiro, dois Tambores e oito Soldados artilheiros, artilhado com oito peças de bronze (duas de calibre 24, quatro de 16 e duas de 12) e dezessete de ferro (oito de calibre 36 e nove de 8) (op. cit., p. 170), acredita-se que para esse meado do século XVIII. A iconografia de José Antônio Caldas (Planta e fachada do forte de S. Antonio da Barra. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino,Lisboa), exibe a planta atual, de autoria do Engenheiro João Coutinho, atribuída ao ano de 1772, quando recebeu o formato de um polígono decagonal irregular, com seis ângulos salientes e quatro reentrantes, com parapeitos à barbeta. O terrapleno, acessado por um túnel emrampa que termina em escadaria, abriga edificações de um pavimento compreendendo as dependências de serviço (Casa de Comando,Quartel da Tropa, Cozinha, Casa da Palamenta, e outras), e cisterna abobadada. Nele estava situada ainda a torre do farol, de seção cilindrica. A construção é em alvenaria de pedra gnaisse, extraída do próprio local, e a portada é em cantaria de arenito.

Encontra-se representado numa iconografia de Carlos Julião, sob o nome de 9. Forte de S. A. da Barra (Elevaçam e fasada que mostra em prospeto pela marinha, a cidade de Salvador, Bahia de todos os Santos, 1779. Gabinete de Estudos Arqueológicos de Engenharia Militar, Lisboa), ilustrada com os desenhos de trajes típicos femininos.

O século XIX

Em 1809 contava com dezesseis peças, de calibres de 48 a 24 (SOUZA, 1885:92). Acredita-se que o autor tenha se baseado no “Parecer sobre a fortificação da Capital“, do Brigadeiro José Gonçalves Leão, presidente da Junta encarregada pelo Governador da Bahia, em 1809, de propor as obras necessárias para a defesa da península e do recôncavo (in: ACCIOLI. Memórias Históricas da Bahia. Vol. VI. p. 179 e segs). Planta da época, assinala que o forte não dispunha de fosso e nem de ponte levadiça. A Casa de Comando, alteração do século XIX, apresentajanelas com lenço de pedra sob as guarnições.

Durante a Guerra da Independência (1822-1823) esteve em mãos das forças portuguesas sob o comando do Coronel Inácio Luís Madeira de Melo (1775-1833), até à rendição em 1823 (GARRIDO, 1940:85).

À época do Período Regencial, o Decreto de 6 de julho de 1832 determinou a instalação de um farol mais moderno, fabricado na Inglaterra, em substituição ao antigo. Ao término das obras, inauguradas em 2 de dezembro de 1839, o novo equipamento de luz catóptico erguia-se sobre uma torre troncônica de alvenaria, com alcance de dezoito milhas náuticas com tempo claro (PRADO, Roberto Coutinho do (Cap. de Fragata). Faróis Brasileiros. Revista Correio Filatélico. a. 19, set./out. 1995, n° 156. p. 36-40).

Foi visitado em 1859 pelo Imperador D. Pedro II (1840-1889), que registrou em seu diário de viagem:

28 de Outubro – (…) De tarde fui passear à Barra, (…). Numa ponta da terra que entra pelo mar e sobre o morro, todo verde de relva, contrastando com as pedras próximas, levanta-se o forte de Santo Antônio da Barra dentro do qual está um farol. A torre tem 76 degrausem espiral, e mais dois lanços, um de nove degraus e outro de oito até à base de apoio do aparelho ao qual se chega subindo mais seis degraus. O aparelho compõe-se de 21 espelhos parabólicos de metal branco, sete dos quais são cobertos por vidro vermelho. Dá uma volta em 5 minutos, e consome 34 canadas de azeite doce por mês. (…) A despesa com a limpeza do aparelho é por conta do Arsenal. (…) Não há água perto, e apanham a da chuva dentro de umas pipas que vi dentro do forte.” (PEDRO II, 2003:165-166)

No contexto da Questão Christie (1862-1865), o “Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia” ao Presidente da Província, em 3 de agosto de1863, deu-o como inútil para a sua finalidade defensiva, utilizado como farol (ROHAN, 1896:51), citando:

(…) É esta fortaleza o assento do farol, a favor de cujo serviço perdeu o seu destino próprio, e nem pode prestar simultâneamente com aquele, porque dos abalos e vibrações de artilharia devem resultar graves inconvenientes para as funções e mesmo existência do farol; mas quando o uso e as vantagens deste devessem ser propostas às que se podem tirar do Forte como recurso bélico, seria necessário o restabelecimento das obras de terrapleno, e as reparações reclamadas pelo abandono em que parece estar, apesar de ser habitada pelo pessoal do serviço do farol.

Em seu interior possui a fortaleza quatro casas, sendo duas abobadadas contíguas à entrada e duas no solo do terrapleno, que são alojamentos das pessoas acima aludidas e dependências do serviço do farol: estas casas precisam de algumas reparações.” (op. cit., p. 56)

Novos reparos foram procedidos no forte em 1875, quando contava com nove peças em mau estado (SOUZA, 1885:92). Em 1888 um novo aparelho de luz foi encomendado na Europa para o Farol da Barra, inaugurado em 20 de agosto de 1890.

O século XX

Em 1903, novos reparos foram procedidos na estrutura do farol e nas casas dos faroleiros. Em 1906 o Ministério do Exército cedeu o edifício mais próximo ao Farol, no terrapleno, para servir de residência aos faroleiros, e em agosto do ano seguinte a Capitania dos Portos recebeu o montante necessário para consertos gerais e pintura externa e interna do farol e casa dos faroleiros, procedimentos repetidos em 1933, 1934 e1935 (PRADO, 1995). De propriedade da União, o Forte de Santo Antônio da BarraForte Grande ou Fortaleza da Barra, foi tombado pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1938.

Administrado pela Marinha do Brasil, após uma inspeção realizada pelo então Capitão-de-Mar-e-Guerra Max Justo Guedes, foram executadas, de junho de 1974 a 31 de março de 1975, obras de adaptação para a instalação da Seção do Museu Naval e Oceanográfico (Museu de Hidrografia, especializado em hidrografia e cartografia náutica) nas suas dependências. Novas obras para ampliação do Museu e restauro do forte e farol foram executadas em 1990, com o apoio da empresa AGA S/A e pessoal da guarnição do navio balizador Faroleiro Nascimento, da Marinha brasileira (PRADO, 1995), tendo sido homenageado com uma emissão filatélica da ECT da Série Faróis Brasileiros, emitido em 28 de setembro de 1995.

O forte integra o Projeto de revitalização das Fortalezas Históricas de Salvador, da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com oExército Brasileiro. Voltou a sofrer intervenção de restauro no período de 1995-1998 com recursos oriundos da Fundação de Assuntos do Mar(ProMar) através de convênio firmado com o Ministério da Marinha, passando a abrigar o Museu Náutico da Bahia (10 de dezembro de 1998), que mantém em acervo peças de arqueologia submarina, réplicas de embarcações, equipamentos para navegação, cartas náuticas e outros documentos.

fonte: wikipedia.com

Published in: on maio 13, 2009 at 11:46 pm  Deixe um comentário  
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