Making off # 12

Confesso que quando me apresentei como carioca do Rio Vermelho, ainda estava muito mais carioca do que “do Rio Vermelho”. Olhava para meu bairro com o olhar do Baixo Leblon, da boemia carioca. Os bares cheios, engarrafamento sexta à noite… Andar a pé, nem pensar! Só andava de carro, paisagens de passagem, apressadas, lindas, fugazes… Descendo a Prudente de Moraes (que no Rio fica em Ipanema), quando o sinal fecha é maravilhoso: o mar, a colônia dos pescadores, os barcos, de repente cai a ficha. Isto é Salvador, e é lindo! Como quem estava flutuando e de repente aterrissa, comecei a caminhar pelas ruas do bairro, seus bequinhos, lojinhas, restaurantes, casario antigo e recente, todo tipo de gente… Tomamos muita chuva, e eu, que nem sou católica, fui acolhida pela Igreja de Santana. E os pescadores, que antes eram invariável paisagem, agora viraram gente. Não daquele tipo mentiroso, que se diz por aí, mas gente aberta, disposta, simples, de hoje que enfrentam o mar, alguns até parecem salmoura. Alguns passam a semana no mar, terra só pro descanso (bem, não só pro descanso…). Aqui neste bairro, se querem saber, tem até cientista, daqueles condecorados na Europa e Estados Unidos. É o dr. Ricardo Chemas, médico e neurocientista, pesquisador e compositor, e não sei mais o que este gênio inventa! Tirando os famosos e brilhantes, o povo aqui é festeiro, a vizinhança ainda se reune para fazer uma festa na rua, com músicos locais e comida caseira. Tem a praça da cruz (que ninguém sabe o nome, pode perguntar a qualquer um, que vai dizer “praça da cruz, oxi”), onde se reunem palhaços, malabares, capoeiristas, evangélicos, católicos, vizinhos, mendigos, bandas de rock ensaiando, e o que mais aparecer. Este é o Rio Vermelho, cabe todo mundo, pode dizer sua fala, diversidade aqui é tudo de bom. Valeu sair por aí fotografando e conversando. Afinal fiz um link com esta terra.
Angela Merice

Anúncios
Published in: on julho 1, 2009 at 8:35 pm  Deixe um comentário  

Grupo Azul – Galeria de Fotos

Para finalizar o trabalho, fizemos um pequeno slideshow com algumas fotos que tiramos e não foram utilizadas nos outros posts.

Ah, e o slideshow tem de brinde uma surpresinha no final!

Published in: on julho 1, 2009 at 8:07 pm  Deixe um comentário  

Mercado Modelo – Entrevistas

Entrevista com Cristovão e mestre Bombart, vendedores há 40 anos, os mais aintigos do Mercado Modelo.

 
Parte 1:

Parte 2:

Entrevista com vendedor Mario César.

Entrevista com turista Fabian:

E pra finalizar um Berimbau mandando um sonzinho.

Published in: on julho 1, 2009 at 7:09 pm  Deixe um comentário  

Último mas nao menos importante…

Subindo o Elevador Lacerda, chegamos ao Pelourinho, centro histórico da Cidade Salvador e Patrimônio Cultural da Humanidade. Dentre tantas atrações, escolhemos uma delas para desenvolvermos nosso trabalho: a Cruz Caída.

Ultima parada!

Ultima parada!

Mais uma injustiçada, a história da cruz caída também é privilégio de poucos: o lugar antes continha a Catedral da Sé, que foi demolida em idos dos anos 30 para dar passagem a um bonde. Absurdo, não?!

Polemicas a parte, Mario Cravo Jr. inaugurou a nova versão da Praçá da Sé em 1999, dentro dos festejos de 450 anos da cidade. Hoje em dia, além de ponto turístico, a praça é um local frequente de shows dos mais variados tipos de banda.

Atração da capital baiana.

Atração da capital baiana.

Para finalizar nosso passeio, que tal curtir outro por-do-sol magnífico aqui? Quem sabe pedir um sorvete n’A Cubana (é bem ali do lado!) e sentar numa das cadeiras e pensar no quanto Salvador ainda pode oferecer…

Um por-do-sol memorável...

Um por-do-sol memorável...

Referências:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/americadosul/brasil-salvador-atracoes.shtml

Published in: on julho 1, 2009 at 6:49 pm  Deixe um comentário  

Parada da Batalha do Riachuelo

No dia 10 de junho chegamos no finalzinho da parada da marinha em comemoração à Batalha Naval do Riachuelo que aconteceu em 11 de junho de 1865, às margens do rio Riachuelo no contexto da Guerra do Paraguai.

Filmamos alguns trechos após a parada para registrarmos aqui como curiosidades.

Marinheiros saindo da parada:

Foto deles no caminhão, prontos para irem embora 😦
MarinheirosnoCaminhão

Demonstração do novo Helicóptero da Marinha, que barulhão!!!!
 

[REFERÊNCIAS]
http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_Naval_do_Riachuelo

Published in: on julho 1, 2009 at 5:25 pm  Deixe um comentário  
Tags:

Monumento à Cidade de Salvador…

Passear pela avenida Contorno é, com certeza, admirar uma paisagem estontante da Baía de Todos os Santos. O mar se extende até a ilha de Itaparica, como numa imensa lagoa. E é descendo essa avenida que chegamos ao nosso proximo destino!

Quase no fim...

Quase no fim...

Cercado pelo Elevador Lacerda e pelo Mercado Modelo (ambos abordados por outros grupos, visite-os também!), o Monumento à cidade de Salvador poderia ficar ofuscado, mas o artista Mario Cravo criou uma obra impactante, impossível de ser ignorada.

Modernidade incorporada

Modernidade incorporada

Diz-se que o artista teve a intenção de mostrar a união de dois momentos, de duas situações: o antigo e o moderno estariam juntos como a cidade alta e a cidade baixa de Salvador também estão, inexoravelmente, unidas

O modernismo da obra se mostra em seus 16 metros de fibra de vidro, dispostos em formas pouco reconhecíveis, porém incríveis. A obra foi inaugurada pelo entçao prefeito da cidade Antonio Carlos Magalhães (o próprio!) no ano de 1970.

Referencias:

http://www.ibonfim.com.br/

http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2008/08/13/Bahia/Prefeitura_recupera_monumento_de_.shtml

Published in: on julho 1, 2009 at 4:58 pm  Deixe um comentário  

A praça majestosa…

Depois de apreciar algumas das belezas da orla de Salvador e descansar o suficiente pra recarregar as baterias, vamos a segunda fase do nosso tour!

Tá se vendo?

Tá se vendo?

O ponto incial agora é no Campo Grande, bairro nobre da cidade de Salvador, com destaques como o Teatro Castro Alves, o tradicionalíssimo Hotel da Bahia, o Teatro Vila Velha, entre outros. Mas nosso foco é o centro desse bairro: a praça Dois de Julho.

A praça!

A praça!

A praça, inaugurada em 1856 com o nome Praça Duque de Caxias só ganhou sua voluptuosa configuração no final do século XIX, quando, com monumentos importados da França, se tornou uma homenagem à Independencia da Bahia, ganhando assim seu nome atual.

Monumento ao 2 de Julho

Monumento ao 2 de Julho

Hoje em dia a praça ainda atrai visitandos com seu incrível obelisco e suas estátuas, mas também existem aqueles que procuram o confoto das árvores centenárias e a tranquilidade quase que irreconhecível no centro da cidade…

Plácida e serena praça...

Plácida e serena praça...

Próxima parada: Monumento à cidade de Salvador!

Referencias:

http://wikimapia.org/111985/pt/Pra%C3%A7a-2-de-Julho-Campo-Grande

http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_Grande_%28Salvador%29

http://valsilva111.blogspot.com/2008/06/praa-campo-grande.html

Published in: on julho 1, 2009 at 3:01 pm  Deixe um comentário  

O Farol…

Nossa próxima caminhada é um mero aquecimento: menos de 500 metros, caminhados de frente a uma das praias mais lindas da cidade, a praia da Barra, separam o Cristo da próxima obra histórica: O Farol da Barra.

Mais uma etapa cruzada!

Mais uma etapa cruzada!

Sendo uma das maiores atrações da cidade, o Farol da Barra dispensa maiores apresentações. Como ponto turístico, e referencia internacional da Cidade, tanto por estar cercado por duas praias maravilhosas, quanto por estar no circuito do Carnaval (há quem diga que ser um monumento histórico também tem relevância).

O primeiro e único.

O primeiro e único.

Mesmo com toda sua fama, o Farol da Barra não escapa da sina dos monumentos de Salvador: seus dados históricos e culturais são desconhecidos por grande parte da população. Em nossa pesquisa, vimos que muitas das pessoas nem ao menos sabiam que o nome original era Forte de Santo Antônio, quem dirá saber que o Museu Náutico está ali dentro!

Nossa modelo posando dentro do Museu.

Nossa modelo posando dentro do Museu.

Aqui recomendamos assistir ao pôr-do-sol, e se preparar para a tarde de amanhã, onde as aventuras continuam…

Referencias:

http://soraianovasideias.blogspot.com

Published in: on julho 1, 2009 at 4:08 am  Deixe um comentário  

Ao longo da Oceânica…

Continuando nossa rota, podemos caminhar tranquilamente* pela Avenida Oceânica, beirando o mar inóspito entre Ondina e a Barra.

A jornada continua!

A jornada continua!

Alguns minutos nos levarão a um morro, coberto de grama e coqueiros, se destacando contra o mar que o envolve. Além de ter uma vista incrível da praia da Barra, esse morro também abriga o proximo monumento da nossa lista: O Cristo da Barra.

O que é uma oba sem seu pedestal?

O que é uma obra sem seu pedestal?

Além de ser um ponto de encontro dos apaixonados da cidade, o Cristo oferece uma paisagem deslumbrante e única: o mar o cerca em 180º. É quase impossível não relaxar aos pés da linda estátua, serena e firme no topo do monte.

Cristo1

40 anos abençoando os casais...

A história desse Cristo também é tumultuada: tendo chegado antes de seu primo glorificado, o Cristo Redentor, ele teve como morada, por muito tempo, antes de chegar na Barra, o Monte de Jesus, morro da atual prefeitura da Aeronáutica, Ondina e só em 1967 foi transferida (sendo que chegou a Salvador em 1920). A retirada se deu por causa de detonações na base do morro, que tornariam o lugar perigoso para a estátua (e seus visitantes).

cristo2

A obra máxima de Pasquale de Chirico

O escultor é o italiano Pasquale de Chirico, nascido em 1873 e que exerceu quase toda sua obra no Brasil.

Agora com os animos elevados e os espíritos acalmados, sigamos com nosso tour!

Referencia: http://soteropolitanosdaorla.wordpress.com/2007/06/09/cristo-da-barra/

Mapa: google.maps.com

*Os donos do blog não se responsailizam por caminhadas tranquilas em horários indevidos.

Published in: on julho 1, 2009 at 2:50 am  Deixe um comentário  

Começando a caminhada…

O ponto de partida eleito foi Ondina: a partir de lá vamos não só nos exercitar como imergir no mundo das esculturas, fortes, estátuas, enfim, dos monumentos!

Observem o languido descer do sol no inicio da nossa caminhada.

Observem o languido descer do sol no inicio da nossa caminhada.

O primeiro deles (ou seriam as primeiras?) é um dos mais recentes, e um dos mais avant garde. Com a pesquisa de campo descobrimos que o nome “científico” desse monumento é quase uma lenda urbana, enquanto seu nome popular está na ponta da língua: são as Meninas do Brasil, ou simplesmente “As Gordinhas de Ondina”.

Mariana

Mariana

estatua

Damiana

catarina2

Catarina

Catarina, Damiana e Mariana são representantes das ‘raças’ componentes do Brasil em tamanho G.  Portuguesa, africana e indígena se misturam em suas melífluas poses à beira da praia. São, por sua forma e concepção, uma apologia à grande mistura que é o nosso país, e, por que não, um pedido de respeito às diferenças.

placagordinhas

A escultora Eliana Kertész as criou no ano de 2004, pouquíssimo tempo se comparada a outras obras da cidade, mas mesmo assim seu impacto foi enorme, com várias questionamentos de “será que ela não sabia fazer magras??” evoluindo para a ampla aprovação que elas tem hoje em dia.

Published in: on julho 1, 2009 at 12:18 am  Deixe um comentário