Uma tarde em Salvador…

Numa cidade de natureza deslumbrante, com praias paradisíacas, festas initerruptas e um centro histórico fantástico,  falar dos monumentos pode parecer meio…careta.

“Bleh! Eu quero é curtir!” diria um jovem incauto, se qustionado por que não conhecer tantas peças originais distribuídas pela cidade, patrimônio importantíssimo, tanto cultural quanto historicamente.

As nossas pesquisas nos mostraram que a maioria das pessoas nem ao menos sabem da existência de várias dessas obras que (sim!) estão espalhadas por toda a cidade.

Com esses posts, nosso grupo pretende mostrar como conhecer os diversos monumentos  num agradável passeio vespertino…

“Venha nêgo, conhecer as delícias culturais de Salvadô!”[i]Venha nêgo, conhecer as delícias culturais de Salvadô![/i]

("aproveite e coma um camarãozinho...")

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Published in: on junho 30, 2009 at 11:37 pm  Deixe um comentário  

Fotos dos Fortes de Salvador

Forte de São Pedro

Forte de São Pedro

Forte de São Pedro

Forte de São Pedro

Forte de São Pedro

Forte de São Pedro

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Forte de São Pedro

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de São Diogo

Forte de Santa Maria

Forte de Santa Maria

Forte de Santa Maria

Forte de Santa Maria

Forte de Santa Maria

Forte de Santa Maria

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra - Farol da Barra

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Forte do Monte Serrat

Published in: on junho 30, 2009 at 3:00 am  Deixe um comentário  
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Forte de São Pedro

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Antecedentes

A primitiva fortificação do local remonta ao entrincheiramento de São Pedro, diante das Portas de São Bento (Portas de Vila Velha), em local escolhido pelos holandeses, quando da invasão de 1624, para uma fortificação. Tinha a função de defesa do acesso terrestre sudoeste àquela capital, devendo-se o seu nome à Igreja de São Pedro, que se erguia nas suas vizinhanças, e que por esse motivo foi demolida.

O primitivo forte

As obras de um forte no local foram iniciadas a partir de 1627, no Governo-geral de Diogo Luís de Oliveira (1626-1635), empregando faxina e terra, quando foi artilhado com trinta e cinco peças de diversos calibres (BARRETTO, 1958:178).

A partir de 1646, no Governo-geral de Antônio Teles da Silva (1642-1647), o forte foi reconstruído em alvenaria de pedra e cal, com planta no formato de um polígono quadrangular, com baluartes pentagonais nos vértices em estilo Vauban. Em 1661, diante da ruína da portada de acesso, em madeira, foi ordenada a sua substituição por outra nova, em alvenaria de pedra e cal.

O século XVIII

No governo do Vice-rei D. Pedro Antônio de Noronha Albuquerque e Souza (1714-1718), dentro do plano de fortificação de Salvador elaborado pelo Engenheiro francês Brigadeiro Jean Massé em 1714, foram-lhe acrescentadas muralhasfosso e obras exteriores de defesa. A cisterna,Quartel de Comando e outras obras internas foram reconstruídos a partir de 1717, sendo o forte inaugurado em 1723, no governo do Vice-rei e Capitão General de Mar e Terra do Estado do Brasil, D. Vasco Fernandes César de Meneses (1720-1735) (SOUZA, 1983:170), conforme inscrição epigráfica, em latim, sobre o portão:

REGIOPTOMOMAXMOIOANNUADAE ERNTATEM / LUSITANINOMINISNATO / VASCUS FRES CAESAR MESES SUPREMUS / REGN SIENTE, ORIENTALIS, ET DEN / BRASILIENSIS PRORER INCERTUM / BELLOAN PACEMAIOR ASIA ANAMERICA / FELLIOR H’ANC ARCEM VICTIRCIANIMO / REDIDI TUALIDISSIMAM / ANNO DOMINI MDCCXXIII” (FALCÃO, 1940:44-47)

Uma nova portada de acesso foi erguida em arco abatido, superposta por uma espécie de tribuna. Dispostos ao redor do terrapleno, ao abrigo das muralhas, encontram-se os edifícios de um pavimento e, no centro, a cisterna. Os vértices dos baluartes apresentam guaritas em forma de torreões encimados por cúpulas. BARRETTO (1958) informa que, à época, estava guarnecido por um Capitão e três soldados artilheiros, sendo a sua artilharia aumentada para quarenta e três peças, cinco de bronze (duas de calibre 10 libras, duas de 8, e uma de 3), trinta e sete de ferro(dezesseis de calibre 24, quatro de 12, quinze de 8, uma de 6 e uma de 2), e um morteiro de bronze de 1/2. Cooperava com o Forte de São Paulo, com o qual se comunicava por meio de uma cortina (op. cit., p. 178-179).

Segundo o delator da Conjuração baiana (1798-1799), era no Forte de São Pedro que se reuniam os conspiradores, liderados pelos soldadosLucas Dantas do Amorim TorresLuís Gonzaga das Virgens, e pelos alfaiates João de Deus NascimentoManuel Faustino dos Santos Lira(MARQUES, 1897:42).

O século XIX

De acordo com SOUZA (1885), em 1809 a sua artilharia estava reduzida a treze peças (op. cit., p. 97). Acreditamos que o autor tenha se baseado no Parecer sobre a fortificação da Capital, do Brigadeiro José Gonçalves Leão, presidente da Junta encarregada pelo Governador da Bahia, em 1809, de propor as obras necessárias para a defesa da península e do recôncavo (ACCIOLI. Memórias Históricas da Bahia. Vol. VI. p. 179 e segs.).

No contexto do levante militar de 1821 na Bahia, foi o último foco de resistência rebelde a cair, com a detenção do então Brigadeiro Manoel Pedro de Freitas Guimarães e de outros oficiais brasileiros (21 de Fevereiro de 1822), ante as forças portuguesas que passam a dominar Salvador, sob o comando do Coronel Inácio Luís Madeira de Melo (1775-1833). Este episódio antecedeu a Guerra da Independência (1822-1823).

O forte sofreu reparos em 1827, passando a abrigar um curso de artilharia e aulas de matemática para a guarnição de Salvador (1829) (SOUZA, 1983:170).

Nele se revoltou a sua guarnição, o 3º Corpo da Artilharia de Posição, aderindo à Sabinada (1837-1838), vindo a ser utilizado pelos revoltosos como quartel-general, que aí resistiram até à capitulação dos seus 597 defensores sob o comando do Tenente-coronel Sérgio Veloso (15 de Março de 1838).

As suas dependências foram visitadas em 1859 pelo Imperador D. Pedro II (1840-1889), que registrou em seu diário de viagem:

(…) Daí [do Passeio Público] fui ao forte de São Pedro ver a partida do 2º de fuzileiros. Os alojamentos de baixo são úmidos. A comida é boa, a escrituração parece bem feita, mas o calçado, ainda que melhor em geral do que o que vi na arrecadação do Corpo Fixo, não é bom, e o pano das calças impróprio, sendo os capotes de fazenda muito pouco densa. Os esgotos, quando venta sul, deitam muito mau cheiro perto dos respiradouros. Uma ala do quartel está em obras há muito tempo, e a cozinha um pouco longe dos alojamentos e devendo a comida vir ‘sub jove’ [ao relento]. Querem alojar aí a Guarda Nacional, mas não ficaria bem senão nos alojamentos do andar superior. A ponte do forte está toda arruinada. Um só cabide para as armas num alojamento, contendo cada um destes duas companhias; também há falta de cabides para as armas nos outros quartéis que eu vi. (PEDRO II, 2003:83)

O Imperador registrou ainda que à época, a faixa de terreno correspondente ao fosso do forte era requerida pelo Diretor do Passeio Público, para ampliação da área plantada daquele jardim (op. cit., p. 154).

No contexto da Questão Christie (1862-1665), o Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia ao Presidente da Província (3 de Agosto de1863), deu-o como inútil para a sua finalidade defensiva, utilizado como quartel militar, citando:

É (…) de forma retangular, abaluartada, com 43 canhoneiras e um desenvolvimento de 2.518 palmos. De todas as construções que a completam, só as muralhas e plataformas conservam-se em bom estado, precisando tudo o mais de reparações no caso que haja de readquirir seu primitivo e próprio destino, o que aliás é hoje contrário à sua situação e à proximidade das construções urbanas.

Por semelhantes motivos julgo que foi destituída de seu caráter de praça de guerra e destinada a outros usos, servindo atualmente de aquartelamento do 8º Batalhão de Infantaria e Diretoria de Obras Militares. (ROHAN, 1896:51, 62)

GARRIDO (1940) informa que sofreu reparos em 1877, em 1881 e em 1883 (op. cit., p. 88). Foi nele que se anunciou, em Salvador, aProclamação da República, em 1889.

O século XX

Uma grande reforma foi procedida em 1905, aterrando-se-lhe os fossos (GARRIDO, 1940:88), após o que o forte foi desarmado. No início de1912 recebeu canhões Krupp de 75 mm. Tomou parte no bombardeio da cidade, juntamente com o Forte do Barbalho e com o Forte de São Marcelo (10 de Janeiro de 1912), no contexto da Política das Salvações do Presidente da República, Hermes da Fonseca (1910-1914). Na ocasião foram alvejados o Palácio do Governo, a Prefeitura Municipal, o Teatro de São João (GARRIDO, 1940:92) e a Biblioteca Pública de Salvador, tendo esta última se incendiado em decorrência, com a perda de importantes documentos históricos do Arquivo Público da Bahia.

O forte passou para a jurisdição do Governo do Estado em 1939 (GARRIDO, 1940:89). BARRETTO (1958:179) reporta que, à época (1958), as dependências do forte abrigavam uma CR, o estabelecimento de Subsistência, o de Fundos e a Auditoria, da 6ª Região Militar.

Encontra-se tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1957, quando abrigava a 6ª DSup (estabelecimento regional de Subsistência) do Exército.

Restaurado na década de 1980, foi aberto ao público, dentro do Projeto de revitalização das Fortalezas Históricas de Salvador, da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com o Exército brasileiro. Para os aficionados da telecartofilia, o vértice de um baluarte com respectiva guarita, ilustra um cartão telefônico da série Fortes de Salvador, emitida pela Telebahia em Junho de 1998.

Atualmente, visando recuperar e reformar a estrutura física do imóvel, o Governo do Estado da Bahia, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), acompanhou a elaboração de projeto de restauro, a cargo da arquiteta Etelvina Rebouças, financiado pelo Programa de Desenvolvimento do Turismo (PRODETUR I), com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Aguardava-se, entre fins de2004 e início de 2005, a aprovação final pelo IPHAN definindo os critérios para que as mesmas pudessem ser licitadas. A Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), que acompanhou o processo desde o início, deverá ser o órgão executor da reforma, já estando inclusive providenciando pequenos reparos no imóvel, enquanto não se iniciam as obras. Outros recursos para a intervenção devem ser captados, prevendo-se a possibilidade de terem como origem a segunda etapa do Prodetur II.

Fonte: wikipedia.com

Published in: on junho 30, 2009 at 2:42 am  Deixe um comentário  

Forte de Santa Maria

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Forte de Santa Maria localiza-se ao largo da praia do Porto da Barra, no bairro da Barra, primitivo porto da cidade de Salvador, no litoral do Estado da Bahia, no Brasil.

Os séculos XVII e XVIII

Erguido a partir de 1614 com risco do engenheiro-mor e dirigente das obras de fortificação do Brasil, Francisco de Frias da Mesquita (1603-1634). Constituiu um comando unificado, entre1624 e 1694, juntamente com o Forte de Santo Antônio da Barra e o Forte de São Diogo, com os quais cruzava fogos na defesa da barra do porto da Vila Velha, local de desembarque do primeiro donatário da Capitania (Francisco Pereira Coutinho, 1536), do primeiro governador-geral (Tomé de Sousa, 1549) e da primeira das Invasões holandesas do Brasil (Johan van Dorth, 1624). À época desta última, era comandante das três praças Paulo Coelho de Vasconcelos (SOUZA, 1983:170).

Após a reconquista portuguesa de Salvador, essa primitiva estrutura do forte foi reformada entre 1625 e 1627. Esse triângulo defensivo, rechaçou, nos meses de abril e maio de 1638, o assalto das forças neerlandesas sob o comando do Conde Maurício de Nassau (1604-1679).

A atual estrutura, em alvenaria de pedra e cal, remonta a 1696, por iniciativa do Governador Geral João de Lencastre (1694-1702), com desenho atribuído ao Engenheiro José Pais Esteves, de influência arquitetônica italiana (SOUZA, 1983:170-171). De acordo com iconografia de José Antônio Caldas (Planta, e fachada do forte de Santa Maria. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), apresenta planta na forma de umpolígono heptagonal, com quatro ângulos salientes e três reentrantes e parapeitos à barbeta. Sobre o terrapleno ergue-se edificação de dois pavimentos abrigando as dependências de serviço (Casa de ComandoQuartel da Tropa e outras), e abaixo dela, a Casa da Pólvora, recoberta por abóbada de berço.

Encontra-se representado numa iconografia de Carlos Julião, sob o nome de 8. Forte de S. Maria (Elevaçam e fasada que mostra em prospeto pela marinha, a cidade de Salvador, Bahia de todos os Santos, 1779. Gabinete de Estudos Arqueológicos de Engenharia Militar, Lisboa), ilustrada com os desenhos de trajes típicos femininos.

BARRETTO (1958) informa que estava guarnecido por um Capitão e dois soldados artilheiros, e artilhado com seis peças de ferro (uma de calibre 24 libras, duas de 18, uma de 12 e duas de 8) (op. cit., p. 191).

O século XIX

O Forte.

Em 1809 estava artilhado com dezoito peças, três das quais imprestáveis, assim como a fortificação (SOUZA, 1885:92). Acredita-se que o autor tenha se baseado no “Parecer sobre a fortificação da Capital“, do Brigadeiro José Gonçalves Leão, presidente da Junta encarregada pelo Governador da Bahia, em 1809, de propôr as obras necessárias para a defesa da península e do recôncavo (in: ACCIOLI. Memórias Históricas da Bahia. Vol. VI. p. 179 e segs). GARRIDO (1940) segue a informação de SOUZA (1885), porém considerando o ano como 1808 (op. cit., p. 86).

Ocupado pelos revoltosos durante a Sabinada (1837-1838), ao abandoná-lo os rebeldes levaram doze de suas peças para combater as tropas imperiais em outras partes de Salvador. Após o conflito, foi desarmado.

No contexto da Questão Christie (1862-1865), o “Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia” ao Presidente da Província, datado de 3 de agosto de 1863, dá-o como reparado, citando:

(…) É de figura irregular, tendo a figura de um hectogono com o perímetro de 514 palmos, do qual os dois lados da entrada e partes dos adjacentes, na extensão de 200 palmos são ocupados pelos quartéis e mais acomodações do pessoal e material do Forte.

Monta 8 peças do calibre 24 e outras tantas canhoneiras existentes, e tem banquetas próprias ao emprego da infantaria.

Está convenientemente reparado, sendo somente de notar que não existem plataformas, pelo que os reparos assentam sobre o mesmo solo do terrapleno, o qual, não sendo calçado com lajedos, e embora apresente uma superficie unida e regular, não oferece contudo ao jogo do reparo a necessária resistência, e nem na declividade da superfície o conveniente modificador do recuo: entretanto este Forte está bom, e pode prestar os serviços que seus recursos permitem.” (ROHAN, 1896:51, 57)

Do século XX aos nossos dias

No contexto da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), em 1915 encontrava-se em ruínas, conservando quatorze peças, inúteis (GARRIDO, 1914:86). De propriedade da União, o imóvel foi tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a partir de 1938. Passou para a administração do Ministério da Marinha a partir do ano seguinte, abrigando o Serviço Hidrográfico daquela arma, sendo utilizada atualmente como residência oficial do Comandante de Sinalização Náutica do Leste.

Fonte: wikipedia.com

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Published in: on junho 30, 2009 at 2:30 am  Deixe um comentário  
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Forte de São Diogo

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Forte de São Diogo localiza-se no Alto de Santo Antônio da Barra, atual bairro de Vitória, em Salvador, no litoral do estado brasileiro da Bahia.

Protegido pelo morro de Santo Antônio, do lado direito da praia do porto da Barra, junto àSanta Casa de Misericórdia, o Forte de São Diogo visava impedir, com o apoio do Forte de Santa Maria, o desembarque de qualquer inimigo naquele acesso ao Sul de Salvador, na Cidade Baixa.

Antecedentes

Esta estrutura ergue-se no local onde anteriormente havia existido o Castelo do Pereira.

O século XVII

A sua construção remonta ao Governo Geral de D. Diogo de Meneses Siqueira (1609-1613) com planta do Engenheiro-mor e dirigente das obras de fortificação do Brasil, Francisco de Frias da Mesquita (1603-1634). Em iconografia de João Teixeira Albernaz, o velho (Planta da Cidade de Salvador, 1616) figura como Estância de São Diogo.

No contexto das Invasões holandesas do Brasil foi reconstruído a partir de 1626, durante o Governo Geral de Diogo Luís de Oliveira (1626-1635), resistindo, ainda em obras, ao ataque de abril-maio de 1638 do Conde Maurício de Nassau (1604-1679) (BARRETTO, 1958:172).

O século XVIII

A estrutura sofreu alterações na estrutura e no traçado a partir de 1704, que lhe conferiram a atual estrutura orgânica, em que o terrapleno acompanha a linha da base do morro, cortado para a sua edificação. Foi inaugurado em setembro de 1722, quando passou a contar com uma bateria de sete peças de artilharia. De acordo com iconografia de José Antônio Caldas (Planta, e fachada do forte de S. Diogo. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), apresenta o traçado de um meio reduto circular aberto com parapeitos à barbeta. Sobre o terrapleno, ergue-se edificação de dois pavimentos abrigando as dependências de serviço (Casa de ComandoQuartel da TropaCasa da Palamenta e outras). Esteve guarnecido com um Capitão comandante e dois soldados artilheiros, e artilhado com cinco peças de ferro de calibre 12 libras e duas de bronze de calibre 8 (BARRETTO, 1958:173), presumívelmente em meados do século XVIII.

O século XIX

O Forte de São Diogo e a Igreja de Santo Antônio em Salvador, na Bahia (1858).

No contexto da Questão Christie (1862-1865), o “Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia” ao Presidente da Província, datado de 3 de agosto de 1863, dá-o como reparado (ROHAN, 1896:51), citando:

(…) é este Forte de figura irregular, composto de seis lados retos e um curvo, à barbeta, cujo plano de fogo total é de 120 palmos.

Monta cinco peças de calibre 24, foi reparado e se acha em bom estado.

Não possui plataforma, e os reparos por semelhante falta descansam sobre o solo do terrapleno, que não é lajeado e nem possui o declive próprio daquela, como é conveniente na parte em que joga a artilharia.” (op. cit., p. 57)

Passou por novas reformas, nas canhoneiras e parapeitos, em 1875, 1883 e 1886 (GARRIDO, 1940:86). SOUZA (1885) informa que mantinha, à época (1885), quatro peças de artilharia, nasmuralhas abandonadas (op. cit., p. 93).

O século XX

À época da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), encontrava-se desarmada em 1915, e à da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), abandonada em 1940 (GARRIDO, 1940:86). BARRETTO (1958) adita que à época (1958), o Círculo Militar ocupava uma das dependências do forte.

Atualmente, o Forte de São Diogo encontra-se restaurado e aberto ao público, convertido em Centro Cultural, com programação regular de eventos. A sua guarnição apresenta-se trajada com o uniforme histórico do 1º Regimento de Infantaria da Bahia, dentro do projeto de revitalização das Fortalezas Históricas de Salvador, da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com o Exército Brasileiro.

Para os aficcionados da telecartofilia, sua fachada e acesso ilustram um cartão telefônico da série Fortes de Salvador, emitida pela Telebahia, em junho de 1998.

Fonte: wikipedia.com

Published in: on junho 30, 2009 at 2:17 am  Deixe um comentário  

Forte do Monte Serrat

F. Mont Serrat3

Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat localiza-se em posição dominante na ponta de Monte Serrat, limite Norte da cidade de Salvador à época do Brasil Colônia, atual rua da Boa Viagem, no litoral do estado da Bahia, no Brasil.

O atual forte

O Governador Geral João de Lencastre (1694-1702), fez reedificar o primitivo fortim, emalvenaria de pedra e cal, com planta do Engenheiro florentino Baccio di Filicaya (GARRIDO, 1940:94). Os trabalhos só foram concluídos, entretanto, em 1742, sob o governo do Vice-rei D. André de Melo e Castro (1735-1749).

De acordo com iconografia de José Antônio Caldas (Planta e prospeto do forte de N. Srª de Monserrate. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764.Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), a sua estrutura apresentava planta no formato de um polígono hexagonal irregular, com parapeitos à barbeta e, nos vértices, guaritas circulares recobertas por cúpulas. No terrapleno, pelo lado do portão de acesso, observa-se uma edificação de dois pavimentos, abrigando as dependências de serviço (Casa de Comando,Quartel da TropaCasa da Palamenta, e outras), e a cisterna. Originalmente o seu acesso se dava por uma ponte levadiça entre a rampa e o terrapleno, e o Corpo da Guarda tinha, no pavimento térreo, dois quartéis flanqueando a entrada.

Também se encontra representado em uma iconografia de Carlos Julião, sob o nome de 1. Monserrate (Elevaçam e fasada que mostra em prospeto pela marinha, a cidade de Salvador, Bahia de todos os Santos, 1779. Gabinete de Estudos Arqueológicos de Engenharia Militar, Lisboa), ilustrada com os desenhos de trajes típicos femininos.

O século XIX

SOUZA (1885), reporta que em 1809 estava artilhado com nove peças (op. cit., p. 95). Acredita-se que esse autor tenha se baseado no “Parecer sobre a fortificação da Capital“, do Brigadeiro José Gonçalves Leão, presidente da Junta encarregada pelo Governador da Bahia, naquele ano, de propor as obras necessárias para a defesa da península e do recôncavo (in: ACCIOLI. Memórias Históricas da Bahia. Vol. VI.p. 179 e segs.). BARRETTO (1958) discrimina essa artilharia como sendo oito peças de calibre 18 libras e uma de 12 (op. cit., p. 177).

Durante a Sabinada (1837-1838), foi ocupado pelos revoltosos, que empregaram, para esse fim, o paquete Brasília, que fizeram artilhar com duas peças. Em resposta, a Marinha Imperial enviou uma força de sessenta fuzileiros navais, em quatro lanchas da fragata Imperial Marinheiro, que tentaram desembarcar na praia de Boa Viagem, a 13 de março de 1838, sendo repelidos por intenso fogo de artilharia e de fuzis. No dia seguinte, o forte sofreu um bloqueio naval pela própria Imperial Marinheiro, pela corveta Regeneração e pelo brigue Três de Maio. Ao mesmo tempo, por terra, um destacamento do Exército Brasileiro completou o cerco da posição, que, sob o fogo cruzado legalista, se entregou.

Foi visitado em 1859 pelo Imperador D. Pedro II (1840-1889), que registrou em seu diário de viagem:

28 de Outubro – (…) Daí [do Lazareto] fui ao forte de Monserrate que jaz abandonado, tendo se picado a inscrição que existia sobre o portão. Tem bela vista e o Przewodowski, que mora perto, disse que ninguém morreu ainda aí de febre amarela ou de cólera.” (PEDRO II, 2003:161)

No contexto da Questão Christie (1862-1865), o “Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia” ao Presidente da Província, datado de 3 de agosto de 1863, dá-o como reparado, citando:

(…) Sua configuração é a dum hexágono com o desenvolvimento de 485 palmos, à barbeta e montando atualmente seis peças de calibre 18.

Está bem conservada, limpa e tem as acomodações precisas para o material e pessoal.

Deve-se pois considerar este Forte em estado de prestar os serviços que lhe são próprios; sendo somente de notar que não esteja armado com artilharia de maior calibre, como convém à sua posição e distância relativa aos outros fortes.” (ROHAN, 1896:51, 60-61)

SOUZA (1885) computa-lhe três peças, desmontadas, com os parapeitos das muralhas em bom estado, à época (1885) (op. cit., p. 95).

Do século XX aos nossos dias

O forte sofreu reparos em 1883 e, à época da Primeira Guerra Mundial, em 1915, bem como trabalhos de restauração pelo Ministério da Guerra em 1926, executados por solicitação do então governador do Estado da Bahia, Francisco Marques de Góis Calmon (1924-1928), que lhe preservaram as características originais (GARRIDO, 1940:94).

O sítio histórico de Monte Serrat / Boa Viagem (igreja e forte) encontra-se tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1957. De acordo com BARRETTO (1958), as instalações do forte eram ocupadas, à época, pelo SRMB da 6ª Região Militar (op. cit., p. 177). Nadécada de 1980 sediou a Seção Bahia da Liga de Amadores Brasileiros de Rádio-Emissão (SOUZA, 1983:169).

Administrado pela 6ª Região Militar do Exército brasileiro e restaurado, desde 1993 abriga o Museu da Armaria, expondo ao público diversas armas de fogo, incusive canhões. A sua guarnição apresenta-se trajada com o uniforme histórico do 1º Regimento de Infantaria da Bahia, dentro do projeto de revitalização das Fortalezas Históricas de Salvador, da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com o Exército.

Published in: on junho 30, 2009 at 1:24 am  Deixe um comentário  
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Dorival Caymmi – O Bem Do Mar

Published in: on junho 28, 2009 at 3:37 pm  Deixe um comentário  

Mercado Modelo: Panorama Histórico

Mercado Modelo Panorama

Mercado Modelo Panorama

O mercado modelo situa-se na praça Cayru, no bairro do Comércio, na capital baiana de Salvador e constitui um importante pólo de atração turística. Fundado em 1912, surgiu pela necessidade de um centro de abastecimento na Cidade Baixa de Salvador. Constituía-se em um centro comercial onde era possível adquirir itens tão variados como hortifrutigranjeiros, cereais, animais, charutos, cachaças e artigos para o Candomblé. Era servido pela rampa que leva o seu nome, antigo porto dos saveiros que atravessavam a Baia de Todos os Santos.

O Mercado Modelo passou por uma série de incêndios, o primeiro em 1917 (pouco se sabe a respeito, não assumiu proporções catastróficas), o segundo em 1922, este reduziu o Mercado às cavernas, na época surgiram boatos que as causas foram propositais, foi reformado e pintado de verde por esse motivo ganhou apelido de Tartaruga Verde. O terceiro ocorreu em 1943, com destruição parcial de suas instalações, porém o edifício foi recuperado. Em 1969, ocorreu o mais grave de todos os incêndios, impedindo que fosse reconstruído nesse local, então mudou para o prédio da Alfândega que já estava desocupado desde 1958. O prédio é constituído de três pisos, o subsolo sem atividade econômica, o térreo e o primeiro andar. No local onde funcionava o antigo Mercado, foi erguida uma escultura de Mário Cravo Junior. Depois de construído em novo lugar, passou a operar como centro de artesanato voltado para o turismo.

Monumento de Mário Cravo Júnior

Monumento de Mário Cravo Júnior

“Em 10/01/84, outro incêndio destruiu totalmente o Mercado Modelo – Centro de Artesanato – que teve sua reconstrução garantida com arrojado projeto envolvendo piso de cimento armado, escadas de ferro, boxe de estrutura metálica, engradamento da rotunda, forro e pisos dos restaurantes Maria de São Pedro e Camafeu de Oxossi em madeira além de outras melhorias e foi reinaugurado em 08/12/84.”

Devido a este último incêndio, o sub-solo foi redescoberto sendo servido por duas escadas. Face à proximidade do mar, o sub-solo é atingido por um lençol freático que proporciona uma lâmina de água de 20cm de altura em toda sua extensão, esta água é retirada por uma bomba de sucção, automática, que controla o nível da água. Na construção do prédio, concluído em 1861 o sub-solo era um espaço reservado para atracação de pequenas embarcações (canoas, etc.). Comenta-se que a área do sub-solo foi utilizado na época como prisão para os escravos, fato que não consta nos registros oficiais.

O Mercado Modelo tem 263 boxes com predominância para vendas de lembranças da Bahia, além disso, do lado de fora, também existe uma variedade de barracas vendendo diversos artigos.

Mercado Modelo - Espaço Interno

Mercado Modelo - Espaço Interno

[REFERÊNCIAS]

Mercado Modelo – Wikipedia. http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado_modelo

O Mercado Modelo – documento cedido por José Nilson dos Santos, supervisor do Mercado Modelo.

Published in: on junho 17, 2009 at 6:34 pm  Deixe um comentário  
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As faces do Elevador Lacerda ao longo do tempo…

Crédito das fotos:

Fotos Antigas:

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=684424

http://uranohistoria.blogspot.com/2009/03/parabens-salvador-pelos-seus-460-anos.html

Foto atual: Grupo Azul.

Published in: on junho 4, 2009 at 12:50 am  Deixe um comentário  
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