Falando em patrimônio histórico…

Lá estávamos nós, do Grupo Azul, conhecendo mais do Elevador Lacerda quando encontramos um remanescente dos tempos antigos:

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Pois é, se vocês (como nós) nunca viram um hidrante em Salvador, podem descer o Elevador Lacerda e caminharem uns 50m para a direita. Lá está!

Só não vale estacionar na frente…

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Published in: on maio 28, 2009 at 12:42 am  Deixe um comentário  
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Making off #5

Published in: on maio 28, 2009 at 12:25 am  Comments (1)  

Elevador Lacerda: “habitantes” das redondezas…

A praça Tomé de Sousa é a morada dos pombos…

Revoada de Pombos

Já no paredão entre a cidade alta e baixa encontram-se os que podem voar…

Passarinho_Paredão

 e também os que sabem escalar…

Lagartixa_Paredão

Por último a mosca, exibida e convencida posando no parapeito ao lado do elavador e com a imagem do forte de São Marcelo como plano de fundo…

Mosca Modelo

Published in: on maio 21, 2009 at 12:46 am  Deixe um comentário  
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Making off #4

Símbolo de proteção

Símbolo de proteção

O pescador e seus amores um bem na Terra um bem no mar

O pescador e seus amores um bem na Terra um bem no mar

A garagem dos barcos

A garagem dos barcos

Mar revolto
Mar revolto
Arte mística

Arte mística

Quadro

Quadro

Parando o trânsito para apreciar a beleza
Parando o trânsito para apreciar a beleza
Enfim Sol
Oferenda à Yemanjá

Oferenda à Yemanjá

Published in: on maio 21, 2009 at 12:38 am  Deixe um comentário  

Making off #3

Av. Cardeal da Silva

Av. Cardeal da Silva

Largo da Mariquita

Largo da Mariquita

Ao fundo, o Morro do Conselho

Ao fundo, o Morro do Conselho

Estas são fotos de fotos do livro “BAHIA – Velhas Fotografias 1858/1900”, de Gilberto Ferrez. No dia 16/05, nos encontramos (Cira, Hannes e eu) na colônia dos pescadores do Rio Vermelho. Como da outra vez, choveu torrencialmente, mas conseguimos um “habeas corpus” de São Pedro e fizemos algumas fotos na região. O tempo fechava, parecia fim de tarde, e logo depois abria um céu azul brilhante. Fiz algumas fotos sem nenhuma regulagem. Espero que possa aproveitar algumas desta série.

Vista: Igreja de Santana e colônia de pescadores

Vista: Igreja de Santana e colônia de pescadores

Vermelhos fresquinhos

Vermelhos fresquinhos

Casa do peso

Casa do peso

Obra de Bel Borba

Obra de Bel Borba

Foz

Foz

O Rio das Tripas

O Rio das Tripas

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Morro do Conselho

Morro do Conselho

Em frente ao Mercado do Peixe

Em frente ao Mercado do Peixe

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Para Iemanjá

Para Iemanjá

Entrada de uma casa

Entrada de uma casa

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A rainha da área

A rainha da área

Published in: on maio 20, 2009 at 1:36 pm  Deixe um comentário  

Elevador Lacerda: um pouco de história

ElevadorFachada

O Elevador Lacerda

Reconhecido como um dos ícones mais importantes do turismo de Salvador, o famoso Elevador Lacerda trata-se de um equipamento urbano situado na Praça Cayru no bairro do Comércio próximo ao Mercado Modelo, e liga a Cidade Baixa à Cidade Alta. Oferece aos seus visitantes uma maravilhosa e panorâmica vista da Baía de Todos os Santos.

Um pouco da história…

Foi construído pelo engenheiro Augusto Frederico de Lacerda, sócio do irmão, o comerciante Antônio Francisco de Lacerda, idealizador da Companhia de Transportes Urbanos, utilizando peças de aço importadas da Inglaterra. As obras foram iniciadas em 1869 e, com os dois elevadores hidráulicos funcionando, em dezembro de 1873 ocorreu a inauguração, com o nome de Elevador Hidráulico da Conceição da Praia. Popularmente conhecido como Elevador do Parafuso, posteriormente seria renomeado como Elevador Lacerda (1896), em homenagem ao seu construtor.

Após sua inauguração, passou a ser o principal meio de transporte entre as duas partes da cidade. Inicialmente operando com duas cabines, atualmente funciona com quatro modernas cabines eletrificadas que comportavam vinte passageiros cada.

Na estrutura inicial os passageiros tinham de ser pesados individualmente, e o peso total dos passageiros a serem transportados era calculado, somando-os até atingir o limite máximo de segurança.

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Ao longo de sua história passou por quatro grandes reformas e revisões, a primeira em julho de 1906 para a sua eletrificação, a segunda em 1930 para adicionarar mais dois elevadores e uma nova torre que conferiu a atual arquitetura em estilo Art déco, a terceira no início da década de 1980 houve uma revisão na estrutura de concreto, a quarta no ano de 1997 em que se foi feita a revisão de todo o maquinário elétrico e eletro-eletrônico. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 7 de dezembro de 2006.

Curiosidades….

  • O Elevador Lacerda tem 72 metros de altura.
  • O elevador mais famoso da Bahia chega a transportar 900 mil passageiros por mês ou, em média, 28 mil pessoas por dia ao custo de cinco centavos de real por passageiro, num percurso de trinta segundos de duração.
  • O Barão de Jeremoabo (Cícero Dantas) assim registrou a pesagem, dele próprio e de outras autoridades:

“Em 16 de março de 1889 pesamo-nos no elevador, dando o seguinte resultado: Pinho – 54 quilos, ou 3 arrobas e 98 libras; Cícero – 61 quilos, ou 4 arrobas e 2 libras; Guimarães – 65 quilos ou 4 arrobas e 10 libras; Artur Rios – 73 quilos ou 4 arrobas e 26 libras; e Vaz Ferreira – 115 quilos, ou 7 arrobas e 20 libras.”

REFERÊNCIAS:

Published in: on maio 14, 2009 at 1:01 am  Deixe um comentário  
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Making off 2

Na tentativa de colaborar com o grupo, planejei de forma individual registrar algumas fotos da região da colônia dos pescadores, daí, desloquei-me de minha casa com a máquina fotográfica . Chegando no local, resolvi, com o carro em movimento registrar as fotos. O que aconteceu? Resolvi parar no meio da avenida, fiquei admirando as cores das paredes da casa dos pescadores e posicionando a máquina fotográfica… abstraida na acão,  percebi então o buzinaço intenso dos carros atrás de mim. Enfim,  me dei conta que estava  provocando um bruto congestionamento, e assim só consegui uma foto, muito mal batida, devido a minha irritação com os estressados do transito. Este é mais um episódio hilárico no processo de construção de nosso tarbalho.

Published in: on maio 14, 2009 at 12:30 am  Deixe um comentário  

Making off #1

Sábado chuvoso, marcamos encontro no estacionamento ao lado da Igreja de Santana, junto à colônia de pescadores. Eu (Angela) cheguei primeiro e fiquei no carro, pois chovia torrencialmente. Daqui a pouco chegou Luciana e entrou rapidamente no carro. Logo, Cira também. Enquanto esperávamos Pedro, a conversa foi ficando calorosa, a ponto de embaçar todos os vidros. Pedro chegou e não nos viu. Ficou um bom tempo sob uma cobertura, tomando chuva de vento, e molhando o humor. Por fim nos vimos e fomos ao  prédio onde mora o pai do Pedro, no alto do Rio Vermelho, de onde conseguimos fotografar a colônia de pescadores e ver uma bela paisagem …secos! Enquanto isso, no prédio ao lado, um senhor se atirou e/ou caiu junto à piscina, dando um tom trágico ao sábado.

Published in: on maio 14, 2009 at 12:29 am  Deixe um comentário  

Forte de Santo Antônio da Barra – Farol da Barra

farol

Forte de Santo Antonio da Barra

Forte de Santo Antônio da Barra localiza-se na ponta do Padrão (atual Largo do Farol da Barra), em Salvador, estado da Bahia, no Brasil.

No local, que domina a entrada da barra de Salvador, diante do qual Gonçalo Coelho teria fundeado, aquele navegador fez erguer um padrão de posse para a Coroa Portuguesa, a 1 de novembro de 1501: conforme o calendário católico então adotado, era dia de (Dia de Todos-os-Santos).

Antecedentes

A primeira estrutura no local, para defesa da barra do porto da então capital da Colônia, foi erguida durante o Governo Geral de Manuel Telles Barreto (1583-1587) (BARRETTO, 1958:170). Provavelmente de faxina e terra, foi reconstruída em alvenaria de pedra e cal, a partir de 1596 durante o Governo Geral de D. Francisco de Sousa (1591-1602), com plantaatribuída ao Engenheiro-mor de Portugal, o cremonense Leonardo Torriani (1560-1628), no formato de um polígono octogonal regular.

As invasões holandesas

No contexto das Invasões holandesas do Brasil foi ocupado pelos neerlandeses na ofensiva de 1624 sem oferecer resistência, no dia 9 de maio. Foi reconquistado por tropas luso-castelhanas no ano seguinte, que nele concentraram o foco do contra-ataque, até à chegada da esquadra de D. Fadrique de Toledo Osório. Desse modo, foi ao abrigo do fogo da artilharia do Forte da Barra, que quatro mil homens desembarcaram para a retomada de Salvador, de onde expulsaram os invasores a 30 de abril.

Em 1626, um arquiteto francês projetou-lhe a forma de um polígono hexagonal, com dez metros de lado (SOUZA, 1983:171), o que se acredita não tenha se materializado, uma vez que se encontra figurado por João Teixeira Albernaz, o velho (Baía de Todos os Santos,1631. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro), ainda como um polígono octogonal, mas artilhado com apenas três peças pelo lado do mar. O acesso, pelo lado de terra, alcançava as dependências de serviço, no terrapleno, flanqueadas por dois baluartes circulares.

O farol da Barra

Após o naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento, capitânia da frota da Companhia Geral de Comércio do Brasil, num banco de areia frente à foz do rio Vermelho, a 5 de maiode 1668, o forte foi reedificado a partir de 1696, durante o Governo Geral de João de Lencastre (1694-1702), quando recebeu um farol – um torreão quadrangular encimado por uma lanterna de bronze envidraçada, alimentada a óleo de baleia -, o primeiro do Brasil e o mais antigo do Continente (1698), quando passou a ser chamado de Vigia da Barra ou deFarol da Barra.

O capitão Santo Antônio de Lisboa

Em 1705 o Senado da Câmara de Salvador solicitou ao Governador-geral D. Rodrigo da Costa (1702-1705), que Santo Antônio de Lisboa sentasse praça nesta fortificação, no posto de Capitão (BARRETTO, 1958:170-171). A proposta foi aceite, tendo o Governador-geral expedito ordem, a 16 de Julho do mesmo ano, ao Provedor-mor da Fazenda Real doEstado do Brasil, para que o santo assentasse praça no posto de Capitão-intertenido, com o soldo sendo pago ao síndico do Convento de São Francisco, o que foi aprovado pela Coroa por Alvará de 7 de Abril de 1707. Posteriormente, pelos Decretos de 13 de Setembro de 1810 e de 25 de Novembro de 1814, o soberano promoveu o santo aos postos de Major e de Tenente-coronel, respectivamente.

O século XVIII

O forte apresentava ruína em 1752 e sofreu reformas em 1756 (SOUZA, 1983:171). BARRETTO (1958) dá-o como guarnecido por um Capitão comandante, um Sargento artilheiro, dois Tambores e oito Soldados artilheiros, artilhado com oito peças de bronze (duas de calibre 24, quatro de 16 e duas de 12) e dezessete de ferro (oito de calibre 36 e nove de 8) (op. cit., p. 170), acredita-se que para esse meado do século XVIII. A iconografia de José Antônio Caldas (Planta e fachada do forte de S. Antonio da Barra. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino,Lisboa), exibe a planta atual, de autoria do Engenheiro João Coutinho, atribuída ao ano de 1772, quando recebeu o formato de um polígono decagonal irregular, com seis ângulos salientes e quatro reentrantes, com parapeitos à barbeta. O terrapleno, acessado por um túnel emrampa que termina em escadaria, abriga edificações de um pavimento compreendendo as dependências de serviço (Casa de Comando,Quartel da Tropa, Cozinha, Casa da Palamenta, e outras), e cisterna abobadada. Nele estava situada ainda a torre do farol, de seção cilindrica. A construção é em alvenaria de pedra gnaisse, extraída do próprio local, e a portada é em cantaria de arenito.

Encontra-se representado numa iconografia de Carlos Julião, sob o nome de 9. Forte de S. A. da Barra (Elevaçam e fasada que mostra em prospeto pela marinha, a cidade de Salvador, Bahia de todos os Santos, 1779. Gabinete de Estudos Arqueológicos de Engenharia Militar, Lisboa), ilustrada com os desenhos de trajes típicos femininos.

O século XIX

Em 1809 contava com dezesseis peças, de calibres de 48 a 24 (SOUZA, 1885:92). Acredita-se que o autor tenha se baseado no “Parecer sobre a fortificação da Capital“, do Brigadeiro José Gonçalves Leão, presidente da Junta encarregada pelo Governador da Bahia, em 1809, de propor as obras necessárias para a defesa da península e do recôncavo (in: ACCIOLI. Memórias Históricas da Bahia. Vol. VI. p. 179 e segs). Planta da época, assinala que o forte não dispunha de fosso e nem de ponte levadiça. A Casa de Comando, alteração do século XIX, apresentajanelas com lenço de pedra sob as guarnições.

Durante a Guerra da Independência (1822-1823) esteve em mãos das forças portuguesas sob o comando do Coronel Inácio Luís Madeira de Melo (1775-1833), até à rendição em 1823 (GARRIDO, 1940:85).

À época do Período Regencial, o Decreto de 6 de julho de 1832 determinou a instalação de um farol mais moderno, fabricado na Inglaterra, em substituição ao antigo. Ao término das obras, inauguradas em 2 de dezembro de 1839, o novo equipamento de luz catóptico erguia-se sobre uma torre troncônica de alvenaria, com alcance de dezoito milhas náuticas com tempo claro (PRADO, Roberto Coutinho do (Cap. de Fragata). Faróis Brasileiros. Revista Correio Filatélico. a. 19, set./out. 1995, n° 156. p. 36-40).

Foi visitado em 1859 pelo Imperador D. Pedro II (1840-1889), que registrou em seu diário de viagem:

28 de Outubro – (…) De tarde fui passear à Barra, (…). Numa ponta da terra que entra pelo mar e sobre o morro, todo verde de relva, contrastando com as pedras próximas, levanta-se o forte de Santo Antônio da Barra dentro do qual está um farol. A torre tem 76 degrausem espiral, e mais dois lanços, um de nove degraus e outro de oito até à base de apoio do aparelho ao qual se chega subindo mais seis degraus. O aparelho compõe-se de 21 espelhos parabólicos de metal branco, sete dos quais são cobertos por vidro vermelho. Dá uma volta em 5 minutos, e consome 34 canadas de azeite doce por mês. (…) A despesa com a limpeza do aparelho é por conta do Arsenal. (…) Não há água perto, e apanham a da chuva dentro de umas pipas que vi dentro do forte.” (PEDRO II, 2003:165-166)

No contexto da Questão Christie (1862-1865), o “Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia” ao Presidente da Província, em 3 de agosto de1863, deu-o como inútil para a sua finalidade defensiva, utilizado como farol (ROHAN, 1896:51), citando:

(…) É esta fortaleza o assento do farol, a favor de cujo serviço perdeu o seu destino próprio, e nem pode prestar simultâneamente com aquele, porque dos abalos e vibrações de artilharia devem resultar graves inconvenientes para as funções e mesmo existência do farol; mas quando o uso e as vantagens deste devessem ser propostas às que se podem tirar do Forte como recurso bélico, seria necessário o restabelecimento das obras de terrapleno, e as reparações reclamadas pelo abandono em que parece estar, apesar de ser habitada pelo pessoal do serviço do farol.

Em seu interior possui a fortaleza quatro casas, sendo duas abobadadas contíguas à entrada e duas no solo do terrapleno, que são alojamentos das pessoas acima aludidas e dependências do serviço do farol: estas casas precisam de algumas reparações.” (op. cit., p. 56)

Novos reparos foram procedidos no forte em 1875, quando contava com nove peças em mau estado (SOUZA, 1885:92). Em 1888 um novo aparelho de luz foi encomendado na Europa para o Farol da Barra, inaugurado em 20 de agosto de 1890.

O século XX

Em 1903, novos reparos foram procedidos na estrutura do farol e nas casas dos faroleiros. Em 1906 o Ministério do Exército cedeu o edifício mais próximo ao Farol, no terrapleno, para servir de residência aos faroleiros, e em agosto do ano seguinte a Capitania dos Portos recebeu o montante necessário para consertos gerais e pintura externa e interna do farol e casa dos faroleiros, procedimentos repetidos em 1933, 1934 e1935 (PRADO, 1995). De propriedade da União, o Forte de Santo Antônio da BarraForte Grande ou Fortaleza da Barra, foi tombado pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1938.

Administrado pela Marinha do Brasil, após uma inspeção realizada pelo então Capitão-de-Mar-e-Guerra Max Justo Guedes, foram executadas, de junho de 1974 a 31 de março de 1975, obras de adaptação para a instalação da Seção do Museu Naval e Oceanográfico (Museu de Hidrografia, especializado em hidrografia e cartografia náutica) nas suas dependências. Novas obras para ampliação do Museu e restauro do forte e farol foram executadas em 1990, com o apoio da empresa AGA S/A e pessoal da guarnição do navio balizador Faroleiro Nascimento, da Marinha brasileira (PRADO, 1995), tendo sido homenageado com uma emissão filatélica da ECT da Série Faróis Brasileiros, emitido em 28 de setembro de 1995.

O forte integra o Projeto de revitalização das Fortalezas Históricas de Salvador, da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com oExército Brasileiro. Voltou a sofrer intervenção de restauro no período de 1995-1998 com recursos oriundos da Fundação de Assuntos do Mar(ProMar) através de convênio firmado com o Ministério da Marinha, passando a abrigar o Museu Náutico da Bahia (10 de dezembro de 1998), que mantém em acervo peças de arqueologia submarina, réplicas de embarcações, equipamentos para navegação, cartas náuticas e outros documentos.

fonte: wikipedia.com

Published in: on maio 13, 2009 at 11:46 pm  Deixe um comentário  
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Forte de São Marcelo

forteSaoMarcelo02Nascida sob o signo da defesa, Salvador teve no Forte de São Marcelo um dos mais importantes pontos de proteção de seu porto. O forte foi alvo de ocupações e enfrentou batalhas decisivas contra os corsários que atacavam a cidade nos três primeiros séculos de colonização. Erguido em frente ao centro histórico da cidade, num banco de areia a 600 metros da encosta, o Forte chama atenção por ser o único de planta circular nas Américas, provavelmente inspirado na Torre do Bugio, em Portugal.

Inicialmente construído em madeira, foi edificado em alvenaria em 1623, portando 19 armamentos de defesa. Em 1650, começaram a execução de obras que lhe deram o tão peculiar formato circular. Em 1812, as últimas reformas finalizaram a formatação atual. Embora seu nome inicial tenha sido Forte de Nossa Senhora do Pópulo de São Marcelo era popularmente conhecido como Forte do Mar.

Ocupado pelos conquistadores durante a invasão holandesa de 1624, dele os inimigos dispararam balas incendiárias, aterrorizando os moradores soteropolitanos. Já na tentativa de ocupação liderada pelo holandês Maurício de Nassau, em 1638, o Forte teve papel decisivo para manter a esquadra do conquistador à distância.

O Forte de São Marcelo encontra-se tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 23 de Maio de 1938, tendo se procedido à recuperação do cais de atracação em 1942. Entre 1965 e 1967, a Prefeitura Municipal do Salvador, sob orientação do Patrimônio Histórico, procedeu a alguns reparos.

No período de 1978 a 1983 foram procedidos alguns trabalhos de restauração pelo Iphan, visando a instalação do Museu Arqueológico do Mar, voltado para o modelismo naval e a arqueologia submarina, com acervo do Serviço de Documentação da Marinha e o apoio do 2º Distrito Naval – o que não se materializou. Por apresentar fissuras nas paredes, suas dependências internas foram novamente restauradas em 1989.

O cais de atracação foi recuperado no ano 2000, com a instalação de uma plataforma flutuante para comodidade de acesso de visitantes. Reaberto à visitação pública desde 12 de novembro de 2004, foi entregue à população em 2006, depois de requalificado, com atividades culturais, de lazer e de turismo.

Published in: on maio 10, 2009 at 2:02 am  Deixe um comentário